terça-feira, 28 de setembro de 2010

uma manhã calma, fruto de uma noite escura e da madrugada fria.
a angustia ainda perdura em meu peito, suposições... coisas e coisas;
uma canção triste sussura em minha mente, quem canta é uma voz triste,
uma voz cansada, uma voz dolorida,..., é a minha voz...
as palavras não escapam tão facilmente da ponta de meus dedos...
as lágrimas que escorriam sobre a pele fina, secaram,
assim como o meu sentimento.Secou como uma planta sem àgua,
mas essas raizes fincadas em mim, são profundas de mais,
mesmo mortas encomodam, e ao roçarem no meu coração o ferem,
eu não sinto dor...
mas sinto um vazio enorme...
um vazio triste..
olhando de cima, esse precipicio nem parece tão interminavel
olhando de baixo, esse céu mesmo lindo não me traz a mesma paz
fechando os olhos, esse mundo já não parece tão complicado...
a grama está morrendo, aquela mesma grama na qual eu deitada me acomodava
para ver o céu...
as estrelas já não entendem os meus olhos...
gostaria de saber porque os humanos não voam...
as minhas lágrimas antigas ainda formam as poças na rua
sem luz e vazia...