domingo, 30 de maio de 2010

as situações fugiram do meu controle
como a àgua escapa dos dedos abertos
e não sei como cheguei aqui
a este ponto
mudou tão de pressa que meus olhos
se quer puderam acompanhar [...]
eu sinto falta dos pedaços que me foram arrancados
e dos que cairam a cada queda minha
eu os procurei , mas já não pude encontra-los
pois já não estavam mais lá
era uma pequena dor
que se multiplicou
cresceu
que está dominando cada movimento deste corpo
cada pensamento meu
quando eu fecho os olhos
é apenas para fugir por instantes
quando eu prendo a respiração
é apenas para não respirar meus problemas
e quando meu coração bate devagar
é para que alguem perceba que estou morrendo
e me salve.