sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

simplesmente cansada...
passei grande parte da madrugada
vagando sem rumo pelas ruas
semi desertas,cheguei pouco antes
das três e trinta..
está meio frio aqui fora.
o céu ainda não está tão claro e
posso ver uma única estrela.
-susto- fogos de artificio quebram
o silêncio de um começo de manhã
...ela ainda está brilhando pra mim
pequena..minuscula,inocente estrela..
com seu pouco tamanho e brilho
ela me consola,sempre é a útima a ir
embora e a primeira a aparecer,
sempre na mesma direção...
o céu clareia um pouco mais,mas o sol
ainda não nasceu e o vento rouba
o perfume das flores de jasmim arras-
tandoo até mim,um doce e leve perfume
...e aos poucos a estrela se foi...
dois gatos atravessam a rua,ou melhor
duas gatas,costumam dormir entre plantas
do jardim de casa, a mãe rajada de cinza
e preto sobre um branco encardido de olhos
verdes acinzentados,a filha branca como leite...
as plantas ainda umidas de orvalho;
os passarinhos cantam alegramente,me faz
tão bem ouvi-los...,também ouço uma cigarra
e algo que se parece com um galo anunciando
o raiar do sol...
meus olhos se erguem mais uma vez para o céu
e ele vem majestoso se mostrando aos poucos,
mas não deixa de ser radiante..é lindo...seu brilho
faz um leve contorno nas nunvens,isso dá um novo
aspecto ao céu ...como uma delicada pintura feita
à oléo com extremo cuidado nos detalhes.. ele vai se
retratando e de vagar vai esquentando a temperatura
...
todos os dias em que posso venho vê-lo nascer
assim como gosto de vê-lo se por no fim da tarde,isso
aquece meu coração e secam as lágrimas que escorrem
devido à mais um dia ruim..